Há quem necessite de ar para viver - todos os seres humanos sem qualquer falha motora. Já eu preciso de palavras para sentir.
É com elas que vivo. É com elas que simplesmente existo, de uma forma descoordenada com o mundo.
Vivo de forma solitária, mas com muita companhia, entre elas. Porque sem elas não seria EU. Não seria o ser alienígena que sou. Não tenho qualquer tabu em me afirmar como uma alienígena das letras, porque posso ter sentido para uns mas nenhum para outros. E não tenho problema algum com isso.
Respiro-as porque delas preciso. Nelas vivo intensamente, porque só assim sei viver.
Preciso delas para detestar, preciso delas para amar - como eu amo com a existência delas. Amo de forma desenfreada, amo desinquietamente - porque só assim se pode amar.
Porque amar é para os loucos da alma. É para os bipolares do coração. Porque amar é de loucos (ponto).
PM
